Política

TCU inclui 173 gestores do Piauí em lista de ficha suja. Tem barrense lá; veja!

O ex-gestor barrense deixou de prestar conta de dinheiro recebido da educação infantil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu, no final da tarde da última  terça-feira (4), a lista de gestores públicos com contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nos últimos oito anos.

A relação, que pode ser acessada aqui, foi entregue ao presidente da Corte Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, pelo presidente do órgão de controle, ministro Vital do Rêgo.

No Piauí, a lista reúne 259 registros, correspondentes a 173 pessoas diferentes distribuídas em 66 municípios, conforme levantamento realizado a partir da relação encaminhada pelo TCU.

Um gestor de Barras aparece na lista. Trata-se do ex-prefeito Carlos Alberto Lages Monte. Ele foi condenado por omissão no dever de prestar contas, para atendimento ao Educação Infantil – Novas Turmas, exercício 2018 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

O documento servirá como um dos subsídios para a análise dos pedidos de registro de candidatura nas Eleições Gerais de 2026. A inclusão na lista, no entanto, não significa inelegibilidade automática. Isso significa quue, caso queira se candidatar, terá dificuldade em registrar sua candidatura.

Caberá à Justiça Eleitoral analisar para verificar se as irregularidades se enquadram nas hipóteses previstas pela Lei da Ficha Limpa.

Entre os municípios piauienses, Teresina concentra o maior número de registros, com 101 ocorrências. Na sequência aparecem Prata do Piauí (11), Campo Maior (8), Luzilândia (6), Picos (6), Parnaíba (5), Pavussu (5) e Várzea Branca (5).

Em todo o país, o TCU encaminhou ao TSE uma relação com mais de 6,1 mil responsáveis com contas julgadas irregulares em decisões definitivas, número 3% inferior ao registrado nas eleições municipais de 2024. A maior parte dos casos envolve ex-prefeitos e ex-vereadores de pequenos municípios.

Análise da Justiça Eleitoral

A lista é elaborada a partir do Cadastro de Contas Julgadas Irregulares (Cadirreg) e reúne apenas processos com trânsito em julgado no âmbito do TCU, ou seja, sem possibilidade de novos recursos na Corte de Contas.

Durante a entrega da relação ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, destacou que o documento resulta de um trabalho técnico e respeita o devido processo legal.

O presidente do TSE afirmou que a cooperação entre as duas instituições fortalece a transparência das eleições e auxilia a Justiça Eleitoral na análise dos registros de candidaturas.

 

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