Polícia

Esposa de criminoso morto em confronto com o BEPI é presa pelo DHPP em Piracuruca

Criminoso era investigado por homicídio na cidade de José de Freitas

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prendeu na última quarta-feira (26), Janaína dos Santos Silva, esposa de Janildo Amaro Oliveira, vulgo Galego, morto em janeiro deste ano durante um confronto com policiais do BEPI na cidade de Luzilândia, região Norte do Piauí.

A investigada é apontada como responsável pelo controle financeiro e de logística de um núcleo criminoso que conta com apoio de pistoleiros do Rio Grande do Norte.

Em entrevista, o delegado Bruno Ursulino explicou que Janaína tinha controle do caixa nas questões de movimentação financeira do núcleo e também era responsável por fazer aquisições, como foi o caso de um terreno que estava sendo utilizado para abrigar pistoleiros vindos do Rio Grande do Norte ao Piauí. Além disso, ela tinha conhecimento de toda logística envolvendo o grupo.

“A gente consegue demonstrar que ela foi quem adquiriu, em dinheiro vivo, o terreno onde se encontravam os pistoleiros do Rio Grande do Norte lá. E aí a gente vê que ela utilizava o veículo em nome dela, que ela ia fazendo esse deslocamento, trabalhando na expansão territorial desse grupo criminoso. A gente consegue demonstrar que ela tem conhecimento de onde ficavam as armas desse grupo, que ela realizava cobranças para fazer a arrecadação do tráfico de drogas que era realizado. E aí a gente demonstra que essa participação dela realmente era ativa e que ela tem um envolvimento direto, não só nessas ações de tráfico, como também fomentando todas as ações de pistolagem”, detalhou.

Janaína foi presa na cidade de Piracuruca e, segundo o delegado, isso reforça que ela tem relação com a criminalidade em várias regiões do estado, como José de Freitas, Cabeceiras, Barras, Luzilândia e a cidade onde foi presa.

Estudos e administração do ilícito

Ainda durante entrevista, o delegado disse que as autoridades acreditam que ela estava atuando no tráfico em Piracuruca. As investigações apuraram que ela, atualmente aos 37 anos, está cursando o ensino médio em tempo integral, integrado ao curso técnico de Administração. Com isso, ela não teria tempo para trabalhar, mas, durante as buscas, foi encontrado um montante de R$ 7 mil em seu carro.

 

“A gente tem essa desconfiança de que ela estava exercendo a traficância. E por que a gente diz isso? Porque quando a gente vai realizar sua prisão, a gente verifica que ela estava frequentando uma escola em tempo integral, então naturalmente o dia todo. E aí quando a gente vai realizar a busca no veículo dela, nós encontramos mais de 7 mil reais em dinheiro. Então ela não vai ter como me justificar essa renda se ela não trabalha, ela não é dona de loja, ela me relatou que era agricultora. Então como que ela consegue realizar atividade de agricultura se ela está em tempo integral na escola?”, disse.

Ela foi presa e conduzida pelas autoridades para passar pelos trâmites legais. Novas pessoas devem ser presas, também investigadas por integrar o grupo criminoso. A Polícia Civil mantém, inclusive, comunicação com a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, uma vez que membros do núcleo que vieram ao Piauí acabaram retornando para o estado.

A morte do Galego

Um criminoso identificado como Janildo Amaro de Oliveira, vulgo Galego, morreu após troca de tiros com policiais do Batalhão Especializado em Policiamento do Interior (BEPI), no município de Luzilândia-PI. Ele é apontado como líder da “Turma do G”, grupo criminoso associado ao PCC, que atuava no estado do Rio Grande do Norte.

As informações preliminares dão conta de que Janildo era procurado pela Justiça e possuía, pelo menos, três mandados de prisão em aberto por investigações relacionadas a crimes de homicídio. No final do ano passado, ele conseguiu escapar de uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte no município de José de Freitas, enquanto os demais alvos foram localizados e presos.

Criminoso era investigado por homicídio em José de Freitas

De acordo com informações levantadas pela Polícia Militar, Janildo integrava um grupo de pessoas que atuava como pistoleiros e estava residindo na zona rural do município de José de Freitas, onde um trabalhador identificado como Francisco Pereira Rocha, conhecido como “Chico Sapato”, foi assassinado à queima-roupa no dia 13 de janeiro de 2026.

A principal suspeita é de que os executores agiram a mando de Janildo por acreditarem que Francisco Pereira Rocha havia revelado a localização deles às autoridades policiais, que logo depois deflagraram uma operação no povoado Olinda, culminando nas prisões de integrantes do grupo criminoso, que era procurado pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

 

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