Política

Câmara articula mudança no sistema eleitoral e discute novo modelo para escolha de deputados

Proposta prevê adoção do voto distrital misto a partir de 2034, mas ainda enfrenta resistência de partidos e parlamentares

Lideranças da Câmara dos Deputados e presidentes de partidos articulam a retomada de uma proposta que pretende mudar a forma de eleição dos deputados federais.

A discussão envolve a adoção do chamado sistema distrital misto, modelo que combina a escolha de representantes por votação direta em regiões específicas e por listas definidas pelos partidos.

A iniciativa ganhou força após as eleições de 2026, quando o Partido Liberal (PL) ampliou sua presença na Câmara e conquistou a maior bancada da Casa. O resultado reduziu o espaço de partidos do Centrão e levou lideranças políticas a defender mudanças nas regras eleitorais.

A proposta ainda está em negociação e depende de acordo entre os partidos. A ideia discutida é que o novo sistema seja implantado integralmente nas eleições de 2034, com uma etapa de transição em 2030.

O debate começou a ganhar força no início de outubro, após o primeiro turno das eleições, e foi mencionado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em declaração sobre a intenção de discutir a adoção do sistema distrital misto.

Avanço do PL impulsiona debate na Câmara

O PL terminou as eleições de 2026 com 121 deputados eleitos, a maior bancada de um partido desde a Assembleia Nacional Constituinte. Em 2022, a sigla havia conquistado 99 cadeiras. Com o novo resultado, o partido terá 23,6% das 513 vagas da Câmara.

Na outra ponta, os partidos do Centrão perderam espaço e, juntos, tiveram redução de 22 cadeiras em comparação com a composição eleita em 2022. Entre lideranças dessas siglas, ganhou força a avaliação de que mudanças no sistema eleitoral são necessárias para preservar a influência dos partidos de centro no Legislativo.

Hugo Motta defende a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para instituir o voto distrital misto. A expectativa de parte dos líderes é avançar com a proposta ainda em 2026, embora as negociações estejam em fase inicial.

Motta também conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tentar acelerar a tramitação. Como a mudança discutida não afetaria a eleição dos senadores, lideranças esperam contar com apoio na Casa. No entanto, ainda não há consenso nem mesmo entre os deputados.

O presidente da Câmara busca apoio do PT e de integrantes do próprio PL. A sigla bolsonarista não demonstra interesse em alterar o sistema atual. Entre os petistas, há resistência à mudança logo após uma eleição acirrada. Uma das preocupações é que a alteração seja usada por apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) como argumento de que o partido estaria sendo prejudicado.

Também há parlamentares que consideram a discussão tardia, sob o argumento de que a composição da Câmara já foi modificada pelo resultado das urnas.

O deputado Domingos Neto (PSD-CE), atual relator de um projeto de lei sobre o sistema distrital na Câmara, deve assumir a relatoria da PEC, caso a proposta seja apresentada.

Entenda as diferenças entre os modelos eleitorais

Atualmente, os deputados federais são eleitos pelo sistema proporcional. Nesse modelo, os votos recebidos pelos candidatos e pelos partidos são considerados no cálculo do quociente eleitoral, que determina quantas cadeiras cada legenda pode ocupar na Câmara.

A regra permite a eleição dos chamados “puxadores de votos”: candidatos com votação expressiva que ajudam a ampliar o número de vagas conquistadas por seus partidos e, consequentemente, podem contribuir para a eleição de outros nomes da mesma legenda.

Nas eleições de 2026, por exemplo, votações expressivas de deputados como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP) ajudaram a eleger outros candidatos de suas siglas.

No sistema distrital, o território de cada estado é dividido em distritos eleitorais, e cada região elege seus representantes. Nesse modelo, os eleitores votam apenas nos candidatos que disputam as vagas do distrito em que vivem, e os mais votados são eleitos.

Já o distrital misto combina duas formas de escolha. A proposta em discussão prevê que parte das vagas seja preenchida pelos candidatos mais votados nos distritos, enquanto a outra parte seja distribuída proporcionalmente entre os partidos, a partir de listas de nomes definidas previamente pelas legendas.

Assim, se uma sigla conquistar votos suficientes para preencher quatro vagas pelo sistema de lista, por exemplo, serão eleitos os quatro primeiros candidatos indicados pela legenda.

O modelo tem como defensores presidentes de partidos como Gilberto Kassab, do PSD, e Ciro Nogueira, do Progressistas. Apesar disso, ainda não há consenso sobre sua adoção.

Proposta divide opiniões entre parlamentares

Embora defenda o sistema distrital misto, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) aponta possíveis riscos, como a maior vulnerabilidade de determinados distritos à influência do crime organizado. A preocupação é que facções ou milícias possam exercer controle sobre regiões e favorecer candidatos ligados a esses grupos.

Parlamentares do PSOL também criticam o modelo. Para eles, a mudança pode prejudicar partidos menores e reduzir a participação de grupos que já têm representação limitada no Congresso, como mulheres e pessoas negras.

Outra alternativa defendida por parte dos deputados é o chamado distritão. Nesse formato, a eleição seria majoritária: os candidatos mais votados em cada estado seriam eleitos, independentemente do desempenho dos partidos e dos votos recebidos por outros integrantes da legenda.

O modelo é criticado por especialistas, que apontam o risco de favorecer candidatos com mais recursos financeiros e dificultar a renovação política. A Câmara já tentou aprovar a mudança em 2017 e 2021, mas não houve votos suficientes.

O líder do PP na Câmara, deputado Luizinho, é favorável ao distritão. Para evitar o enfraquecimento dos partidos, ele defende que a proposta estabeleça que o mandato continue pertencendo à legenda, impedindo que o parlamentar troque de sigla.

Transição pode começar nas eleições de 2030

Para ampliar o apoio à proposta, lideranças discutem a possibilidade de não aplicar o novo sistema integralmente já nas eleições de 2030. A ideia seria estabelecer um período de transição, embora os detalhes ainda não tenham sido definidos, segundo o relator Domingos Neto.

Entre as alternativas debatidas está a adoção do distritão em 2030, atendendo aos parlamentares que defendem esse formato. Em 2034, o sistema distrital misto passaria a valer integralmente, com a utilização das listas partidárias.

Domingos Neto afirma que as listas deverão respeitar regras de inclusão e cotas para candidaturas de mulheres, pessoas negras e pardas. Ainda assim, há dúvidas sobre como garantir a diversidade entre os eleitos, já que os partidos teriam autonomia para definir a ordem dos nomes.

No modelo previsto para 2034, os eleitores votariam em candidatos dos distritos. A votação também seria contabilizada no âmbito estadual para definir quantas vagas cada partido poderia preencher por meio das listas.

Divisão dos estados em distritos é outro desafio

A definição dos distritos eleitorais é um dos pontos que ainda geram dúvidas entre os parlamentares. Deputados temem que a divisão territorial altere suas bases eleitorais, já que votos atualmente distribuídos por diferentes municípios poderiam ficar separados em distritos distintos.

Segundo Domingos Neto, a delimitação das regiões seguiria critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com acompanhamento de uma comissão mista do Congresso Nacional durante a implementação.

Defensores do sistema argumentam que o modelo também poderia reduzir os custos das campanhas, já que os candidatos concentrariam os esforços em uma área menor, em vez de percorrer todo o estado.

Outro argumento favorável é a possibilidade de aproximar os parlamentares dos eleitores e das demandas locais, uma vez que cada representante teria uma região específica como base de atuação.

Por Pedro Jackson

Um Comentário

  1. Zé Luis esse rapaz não tem moral pra falar sobre honestidade e seriedade pois ele fez parte do governo mais corrupito e inrresponsavel da história de Esperantina,pergunte pra ele quem levou ele pra Terezina e como ele se sustenta,e como ele chegou a primeira suplença desse partido DAM,se esses veriadores de Esperantina estiverem bem informados vão desmascarar esse rapaz.
    Espero que você aprove este comentário.

  2. Que vergonha para Esperantina tirar um vereador atuante como o Paulo Brasil para colocar uma pessoa dessa que não tem compromisso com o povo,e que vai fazer o que o ex prefeito determinar…

  3. Ontem tive o desprazer de ouvir o desprazer de ovir o comissiodo candidato 45 e fiquei injoada,pois teve um candidato a vereador que usa o microfone somente para falar babozeira.
    Por isso é que eu já estou quase dessidida a votar 13.

  4. Sim minha amiga todos nós sabemos que esse tipo de gente não representa nada para o municipio pois candidato que fala mal dos outros não vai a lugar nenhum 13 neles..

  5. Dailton não se preocupe com esses invejosos que nunca conseguiram sair da lama, o povo de Esperantina ta lhe dando a oportunidade de nos representar na câmara municipal, tenho certeza do seu compromisso e amor por Esperantina, conheço você e sei do esforço que fez para vencer na vida. Pessoas invejosas como esse João Francisco e essa Livia você vai encontrar muitos, mas eles são minorias e nunca conseguirão chegar onde você. Bom trabalho e que Deus continue abençoando você. Lute por nossa cidade, sei que tem capacidade de sobra!
    Abraços

  6. Dailton Carvalho luta muito para que nós tenhamos uma educação de qualidade por favor e que nós professores sejamos respeitado.
    MANDA ESSE JOÃO FRANCISCO E ESTUDAR! Os políticos de Esperantina se aproveitam dessas pessoas ignorantes e sem informação.
    Sucesso nesse novo caminho que irá trilhar.

  7. Dizer que o Dailton não tem moral por ter feito parte do governo do Felipe é não ter noção, ou João Francisco se informe melhor quem é Dailton Carvalho e vc vai ver realmente quem não tem moral.
    Ou livia vc deve ser da banda pobre do Chico preto né?? Pra defender o vereador atuante que na primeira oportunidade se vendeu pro outro lado, aff, me poupe desses comentatios ridiculos ou babões do PT.

  8. Conheço o Dailton. Aliás, quem não conhece. Não adianta mascarar com depoimentos fakes. Toda a cidade está na espectativa. Tem tudo para ser um diferencial. Vai lá garoto e mostra diferente!

  9. Que é isso? Com pena do DEM que recebeu costas do vereador P. Brasil. Ora….costas? Mas não era mesmo insuportável ver a quem o povo confiou sua redenção passar 6 dias na cidade e os outros 24 dias zoando pelo mundo, todo mês? E alem disso fazer amigos se obrigarem a assinar contratos para repassar 30 mil para seu governante. Quem acabou com o DEM, quem foi? Mas o partido está ai apunhalando sua própria história ao se juntar todo dia com aqueles a quem chamou de Demônios. Aguardem, proxima revelação vai fazer o “cucifricado” perder sua insossa pose de “santo”. Fala Nice…kkkk

  10. Dailton, ao assumir o seu mandato de vereador, faça um trabalho com responsabilidade e decência, pois tenho certeza que você tem competência para isso. Sucesso em sua caminhada, que Deus ilumine os seus passos!!!

  11. concordo com vc paulo brasil, vc é um homem digno, q ñ se vende, parabéns por sua honestidade, continue assim, cada dia q passa estou mais convicto de que todo esse pessoal q ainda hj apoia o ex prefeito não gostam de Esperantina e nem de si próprio, q vergonha são pessoas assim q fazem com q Esperantina não cresçam….. esse ex prefeito num era nem pra chegar perto da nossa cidade de Esperantina no entanto tem gente ainda q esconde ele em seu quarto… cuidado hemmmmmm….. muito cuidado…….
    Um forte abraço Paulo Brasil e pode deixar vc estará voltando novamente para a sua cadeira la onde vc nunca mereceria ter saído…..

  12. O Paulo não se vende????kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    O cara na primeira oportunidade se vendeu pelo um emprego pra sua esposa na prefeitura, affs, e sem falar q foi a secretaria que assumiu num dia e 2 dias depois tiraram … kkkkkkkkkkkkkkkkk
    Depois renegociaram o empreguinho de secretaria que por sinal ganha super bem… Eita e ainda existe pessoas q dizem q o Paulo não se vende!! AFF eu em…

  13. Bom com certeza vc esta confundindo a pessoa meu amigo Fernando primeiro pq nunca havia feito parte d partido politico nenhum, e se vc conseguir me apresentar provas do q vc esta dizendo t dou este salario q vc fala, lembre – se existem varias pessoas em esperantina q se chamam PAULO…. Algumas questões pra vc:
    1 – Vai me dizer q o Paulo Brasil não tem razão nas palavras dele???
    2 – O Dailton merece todo o sucesso do mundo pois somos muitos amigos pena q ele esta assumindo da meneira q esta….
    3 – Todo mundo tem livre Arbítrio de escolher ql grupo politico participar, o q não entendo é o fanatismo pelo pelo ex prefeito de Esperantina….. vc não acha????
    e mais uma vez cuidado não confunda as pessoas….

  14. Aah, sobre emprego de uns 6 meses de secretária, que se acabou em abril?? Meu preço é um pouquinho maior, meu caro. Faça o total ai:
    1. Levei pescadores a parceiros que liberaram 1 milhão e 200 mil reais, direto no bolso deles. De 2007 a 2012.
    2. Levei os produtores a parceiros que lhes deram 110 mil reais. Compraram um trator zerado. Em 2009.
    3. Levei trabalhadores a Atila Lira. Ganharam 114 mil. Compraram um Caminhão. Em 2012. Ta bom?
    4. Na praça Leônidas Melo curso pra 700 esperantinenses. Com apostila, merenda, bons professores…Custos de 50 mil. E de graça para o povo. Em 2009.
    5. Ganhamos 300 mil para construirmos uma fazenda e um mercado. Mas uns incompetentes nos fizeram perder. Em 2010 e 2011.
    Este é meu preço, amigo. E ainda não estou contente. Ta pouco, cara. Nisso voce vai concordar comigo. Os problemas precisam de mais gente para lutar deste jeito, né não?

  15. Toma Fernando! Chupa essa manga!
    Paulo Brasil vc é o cara.
    Não conheço nenhum politico nesta cidade pra mostrar tanto trabalho que fez que nem esse Paulo Brasil!

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