Polícia

Polícia prende funcionário de ex-vereador de Tianguá por envolvimento na morte de idoso durante assalto em Batalha

A ação integra a segunda fase da Operação Cavalo de Tróia, com participação das polícias Civil e Militar.

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio das polícias Civil e Militar, cumpriu, nesta terça-feira (19), dois mandados de prisão temporária contra A.E.L.M. e O.M.F.F., investigados por participação no latrocínio que resultou na morte do idoso Antônio Pereira de Carvalho, de 77 anos, ocorrido na localidade Ponto Belo, zona rural do município de Batalha, no Norte do Piauí.

Segundo a investigação, O.M.F.F. era funcionário de confiança do ex-vereador de Tianguá, Juliano Magalhães Coelho, preso na primeira fase da operação por envolvimento no crime.

 

A ação integra a segunda fase da Operação Cavalo de Tróia. Nesta etapa, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sete endereços ligados aos investigados, incluindo residências e estabelecimentos comerciais localizados em Tianguá (CE), Frecheirinha (CE) e Santana (AP). Durante as diligências, os policiais buscaram localizar aparelhos celulares, armas, dinheiro e outros elementos relacionados ao crime.

De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Seccional de Barras, A.E.L.M. é apontado como um dos executores diretos do crime e teria ocupado a garupa da motocicleta utilizada na ação criminosa, ao lado de G.C.L., preso na primeira fase da operação. O investigado foi identificado por meio de reconhecimento fotográfico realizado por testemunhas e outros envolvidos já presos no decorrer do inquérito.

Já O.M.F.F. é investigado por ter repassado informações privilegiadas sobre a vítima, incluindo a existência do cofre com grande quantia em dinheiro na residência. Segundo a investigação, ele era funcionário de confiança do ex-vereador de Tianguá, Juliano Magalhães Coelho, preso na primeira fase da operação.

As investigações apontam ainda que O.M.F.F. mantinha contato frequente com integrantes do grupo criminoso, incluindo encontros em estabelecimento comercial ligado a G.C.L., o que reforçou os indícios de participação na logística do crime.

A prisão temporária dos investigados foi autorizada pela Central Regional de Inquéritos II – Polo Teresina Interior, que reconheceu a existência de elementos robustos de autoria, a gravidade concreta do crime e a necessidade das medidas para garantir o avanço das investigações e evitar ocultação de provas.

Segundo o delegado titular da Delegacia Seccional de Barras, Wendel Melo, a nova fase da operação reforça o avanço das investigações.

 

 

“Conseguimos aprofundar as diligências e identificar tanto a participação de um dos executores diretos quanto de investigados responsáveis pelo repasse de informações estratégicas utilizadas no planejamento da ação criminosa. As medidas cumpridas nesta fase são fundamentais para consolidar as provas e responsabilizar todos os envolvidos no latrocínio”, pontuou o delegado.

A operação foi coordenada pela Delegacia Seccional de Barras e contou com apoio da Superintendência de Operações Integradas (SOI), Diretoria de Inteligência da SSP, Delegacia Seccional de Esperantina, DFHT de Piripiri, Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP) e Polícia Civil do Ceará, por meio da Delegacia Municipal de Tianguá e da SEINT Tianguá.

O crime

O crime ocorreu no dia 5 de abril deste ano. Segundo a investigação, dois homens chegaram à residência da vítima em uma motocicleta sob o pretexto de negociar madeira. Após entrarem no galpão da propriedade, renderam o idoso, amarraram suas mãos e pés, amordaçaram a vítima e subtraíram um cofre contendo grande quantia em dinheiro. Em seguida, utilizaram o caminhão da própria vítima para transportar o objeto durante a fuga.

Antônio Pereira de Carvalho foi encontrado morto logo após a ação criminosa. O laudo pericial apontou que a vítima sofreu um infarto agudo do miocárdio provocado pelo intenso estresse físico e emocional causado pela violência empregada durante o assalto, circunstância que caracteriza o crime de latrocínio.

No dia seguinte ao crime, o caminhão roubado foi localizado incendiado às margens da PI 110, em uma tentativa de destruição de provas.

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