Educação

Ministro da Educação diz que tema da redação do Enem será ‘aderente ao que estamos vivendo’

Exame será aplicado nos dias: 8 e 15 de novembro; apostas de professores incluem clima, inteligência artificial, bets e eleições

A redação do Enem 2026 terá um tema ligado à realidade atual do país, afirmou o ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante participação no programa Bom Dia, Ministro, da Agência Gov, na ultima  quarta-feira (4), porque a proposta busca abordar questões relacionadas ao contexto vivido pela sociedade.

“Todo ano tem uma certa polêmica, mas são temas aderentes ao que estamos vivendo na nossa época”, declarou. Barchini disse que a prova também avalia conhecimentos gerais e busca considerar o “espírito do tempo”, expressão usada por ele ao comentar a relação entre o tema e a realidade dos estudantes.

O ministro afirmou que não sabe qual assunto foi escolhido e evitou antecipar possibilidades. Segundo ele, uma comissão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) define o tema em ambiente seguro, sem interferência do Ministério da Educação, e mantém a proposta em sigilo para garantir igualdade de condições na aplicação.

Segundo Barchini, a estrutura e os critérios da redação permanecem os mesmos na edição de 2026. O Ministério da Educação discute mudanças que só devem ser aplicadas a partir de 2028, por isso os candidatos farão a prova com o formato atual.

Provas serão aplicadas em dois domingos

As provas do Enem 2026 serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro. A redação será realizada no primeiro dia, junto com as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias.

  • 8 de novembro – Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias e redação.
  • 15 de novembro – Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias, com 45 questões em cada área.
  • Horários nos dois dias – Abertura dos portões às 12h, fechamento às 13h e início das provas às 13h30, pelo horário de Brasília.

Para realizar o exame, o candidato deve apresentar documento oficial de identificação com foto e levar caneta esferográfica de tinta preta e corpo transparente. Alimentos, água e medicamentos também são permitidos, mas precisam passar por vistoria do chefe de sala. Recipientes de água não podem ter componentes eletrônicos.

Celulares, relógios, lápis, borrachas e outros objetos devem permanecer no envelope porta-objetos fornecido pela organização. O descumprimento das regras pode levar à eliminação. Até mesmo um celular desligado que emita algum som, como um alarme, dentro do envelope pode resultar na exclusão do participante.

Possíveis temas para revisar antes da redação

Levantamentos de professores e especialistas publicados por veículos como UOL, Exame, Gran Faculdade e CNN Brasil apontam assuntos sociais, ambientais, tecnológicos e políticos que podem orientar a preparação dos candidatos. As sugestões não são previsões oficiais do Inep, e o ministro não indicou nenhum dos temas.

Entre os assuntos que aparecem nas análises estão:

  • Inteligência artificial e educação, com discussões sobre o uso responsável da tecnologia, autoria, pensamento crítico e impactos no mercado de trabalho.
  • Mudanças climáticas e justiça ambiental, incluindo secas, enchentes, eventos extremos e desigualdade na proteção das populações vulneráveis.
  • Proteção de crianças e adolescentes na internet, com questões relacionadas à exposição nas redes sociais, cyberbullying, privacidade e responsabilidade das plataformas digitais.
  • Apostas on-line e vulnerabilidade social, com possíveis abordagens sobre os impactos das bets na saúde mental, no orçamento das famílias e na educação financeira.
  • Eleições e democracia, com discussões sobre desinformação política, deepfakes, polarização, participação dos jovens e fortalecimento da democracia.
  • Confiança nas instituições e transparência pública, com debates sobre ética, responsabilidade de agentes públicos, prestação de contas e credibilidade dos Poderes diante de crises e escândalos políticos.
  • Saúde mental e inclusão social, com questões relacionadas ao bem-estar dos jovens, aos direitos das pessoas com deficiência, ao racismo e à violência contra as mulheres.

Uma pesquisa do Índice de Confiança Social da Ipsos, divulgada em julho de 2026, apontou os partidos políticos, o Congresso Nacional e a Presidência da República entre as instituições com menores índices de confiança no país.

 

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