Risco e Cuidados na atividade da Escrita
A arte da escrita ficou restrita aos escribas, sábios e filósofos, por muitos anos, em suas atividades de aconselhamento a nobres e reis. Na antiguidade, os primeiros “livros” foram escritos em tijolos de barro, em casca e folhas de arvores. O povo não teve acesso à educação “escolar”, pois esta era privilégio de poucos.
Com a evolução da humanidade e as lutas sociais (da sociedade) a educação, aos poucos, tona-se direito humano, ou seja, um princípio legal e justo estendido a todas as pessoas. Após o surgimento da escrita, surge o livro, depois o jornal, e com a massificação do processo de ensinar, ampliar-se o hábito da escrita, técnica comumente utilizada na interação das pessoas nas sociedades modernas de hoje.
Até pouco tempo escrever para o público ainda era privilégio de poucos, sobretudo pelos limites na veiculação das idéias, só possível através de livro e de jornal. Como poucas pessoas se dedicam a escrever livro e, igualmente, poucas pessoas tinham acesso a jornais para publicizar suas idéias, os limites na comunicação escrita eram fortes.
Porém, com a ampliação do direito à educação, o aumento dos meios de comunicação escrita e o advento da internet, no final do século XX, ampliaram-se, em escala mundial, as possibilidades da escrita para o público. Atualmente são milhões e milhões de paginas eletrônicas com textos, imagem e som veiculadas em portais, blogs, micro-blogs e e-mails. Por um lado, a internet possibilitou a democratização das ideias com massificação da escrita, de imagens e de som, por outro, apresenta enormes problemas, pois qualquer pessoa, que escreve para o público, poderá ter suas ideias desvirtuadas e ser vítimas de atacadas de desconhecidos, uma vez que é fácil criar falso nome na internet e com ele atacar as pessoas.
Estes são os riscos de quem escreve para o público: sofrer danos a sua honra, sua moral, sua dignidade e sua imagem. Como a internet é um gigantesco “livro” mundialmente acessado ininterruptamente, o que é postado na rede mundial de computadores numa comunidade rural do interior do Piauí, com acesso a internet, poderá ser lido, visto e ouvido por pessoas de Londres, Pais, Tóquio, e em toda parte do planeta com acesse a internet e o contrário também é verdade. Por isso mesmo, diz-se que vivemos numa aldeia global, porque os milites e fronteiras entre povos, com a internet e a globalização – circulação mundial de mercadorias, de ideias e de pessoas –, praticamente acabaram. A democratização das informações não deixa de ser fantástica quando utilizada para boas causas. Mas ela também poderá favorecer ataques a pessoas de forma injusta e criminosa.
É por isso que as pessoas que escrevem para o publico, qualquer que seja sua mensagem, precisam ter conhecimento do que escrevem, pois do contrário poderão, consciente ou inconscientemente, cometerem crime contra alguém.
Nesse caso, mentir, falar mal, expor pessoa ao ridículo, publicar imagem de outro sem autorização são exemplos de dano moral passível de processo judicial.
Quem escreve deve atacar, com críticas, as ideias do autor, as quais ele não concorda, e não a pessoa do autor, sua honra, sua honestidade, sua moral. Se existe dúvida sobre esses princípios de uma determinada pessoa o caminho correto para questioná-la é a justiça e não a difamação na internet.
E não se trata de estar ou não preparado para atuar em público, pois nunca as pessoas estarão preparadas para ataque a sua honra, como alguns acham que entrar para a vida pública tem que suportar tal tipo de atitude criminosa. De forma alguma, pois existem regras, normas e leis que regem a interação social, ou seja, a vida em sociedade. Não importa aonde o crime é praticado para ser punido e nenhuma pessoa nunca está preparada para ser criminalizada.
Deste modo, o cuidado com a palavra escrita precisa incluir desde conhecer o sentido e o significado das palavras, até o significado do contexto em que elas foram utilizadas. Pois postar na internet palavras ouvidas sem saber seu real significado, ou dizer uma coisa quando na verdade está dizendo outra poderá custar ao “escritor” uma profunda dor de cabeça. E saiba o leitor, certas palavras escritas ou verbalizadas cortam mais que navalha, por isto mesmo nunca é demais os cuidados para quem escreve.
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É isso aí professor, parabéns guerreiro, você sempre está colaborando com o jornalesp com excelentes textos diga se de passagem, quando os educadores desse país forem mais valorizados as coisas serão diferentes. Eu também sou autor de vários textos, poemas e poesias, estou longe de ter a qualificação acadêmica que o senhor tem pois sou um mero bacharel em direito, mas estou na caminhada sempre em busca do saber, pois cultura e conhecimento nunca é demais, além disso a vida é a melhor escola e nós temos essa percepção que se comprova com algumas manifestações de pensamento, em minha opinião a própria linguagem informal e a marginal se fazem necessárias muitas vezes, para expormos alguns assuntos relevantes de forma clara e contundente. Se eu puder somar com o jornalesp divulgando alguns trabalhos será uma satisfação, lógicamente se vocês aprovarem o conteúdo e acharem que vai agregar pontos positivos ao trabalho de vocês.
Bom dia Mesquita.
Fico feliz em vê tal matéria. Através dela aproveito para retomar contato. Sou de Recife, Pernambuco.
Parabéns pelo belissimo trabalho.
J