Polícia

Terceirizado acusado de estuprar servidora na Delegacia Geral do Piauí é demitido

"Isso foi uma ordem minha e no dia seguinte já pedimos a demissão dele,  logicamente", disse Luccy Keiko.

O delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, afirmou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23) que pediu a demissão de Joelmir Fagner Barros Ferraz logo após sua prisão, ocorrida na última quinta-feira (19), e a decisão foi acatada pela empresa responsável pela terceirização de serviços no âmbito da Segurança Pública.

Segundo o delegado, o caso de suspeita de estupro, registrado nas dependências da Delegacia Geral da Polícia Civil do Piauí, é considerado extremamente grave e exige revisão de protocolos de segurança, a fim de evitar que situações como essa se repitam.

“Inclusive, isso foi uma ordem minha e no dia seguinte já pedimos a demissão dele, logicamente. A gente não pode simplesmente confiar nas empresas de terceirização. A regra é que haja checagem de antecedentes, mas, diante de um evento como esse, precisamos redobrar todas as cautelas. A gente sabe que crimes contra a mulher, infelizmente, acontecem com frequência tanto no ambiente doméstico quanto no ambiente de trabalho. É um fato lamentável, mas que precisa servir de aprendizado”, disse o delegado Luccy Keiko.

Joelmir Fagner Barros Ferraz prestava serviços por meio de uma empresa terceirizada contratada pela Secretaria de Segurança. Ele foi alocado inicialmente no Instituto Médico Legal (IML) em 2018 e, posteriormente, transferido para o setor administrativo da Polícia Civil, passando a atuar no prédio da Delegacia Geral desde dezembro do ano passado, há pouco mais de três meses.

Celular do acusado passará por extração de dados

A Polícia Civil informou que o celular do acusado será submetido à extração de dados, mediante autorização judicial, como parte das investigações em andamento. O objetivo é analisar detalhadamente o conteúdo de conversas e outras informações que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

De acordo com a autoridade policial responsável, ainda não é possível confirmar a veracidade de supostas mensagens mencionadas por familiares, que indicariam um possível contato entre o acusado e a vítima.

 

“A versão do acusado não pode ser tomada como verdadeira sem a devida comprovação. Todas as informações precisam ser corroboradas com outras provas”, destacou.

A polícia ressaltou que, em casos dessa natureza, há uma preocupação em preservar a identidade e a imagem da vítima. Por isso, detalhes da investigação são mantidos sob sigilo.

 

“Nada justificaria o que aconteceu. Nosso foco também é garantir que a vítima tenha condições de se recuperar e retomar sua vida social”, afirmou o delegado.

Durante a apuração, foi identificado que o acusado já havia sido envolvido em um caso anterior. Em 2017, ele foi acusado de participação em um homicídio relacionado a um linchamento. Segundo a autoridade, embora o desfecho judicial desse caso tenha incluído pedido de impronúncia, o histórico é considerado relevante no contexto investigativo.

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