Esportes

Fim de TAC impede licenciados em Educação Física de atuar em academias no Piauí

Profissionais de Educação Física com formação exclusivamente em licenciatura estão impedidos, desde o dia 19 deste mês, de atuar em academias de ginástica e musculação no Piauí.

A proibição ocorreu após o encerramento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Federal (MPF), que anteriormente permitia a atuação desses educadores fora do ambiente escolar. A estimativa é de que aproximadamente 3 mil profissionais tenham sido afetados pela decisão no estado.

 

A licenciatura é voltada para o exercício da docência na educação básica, enquanto a atuação em academias exige formação em bacharelado. Diante da escassez de cursos de bacharelado em Educação Física no Piauí, os profissionais atingidos solicitam que o Conselho Regional de Educação Física do Piauí (CREF-PI) busque a prorrogação do TAC junto ao MPF, garantindo que possam continuar trabalhando até que haja oferta suficiente dessa modalidade de graduação.

Na última quarta-feira (25), representantes da Associação dos Profissionais de Educação Física do Piauí (Apef) participaram de uma reunião com o presidente do CREF-PI, Denys Queiroz, na sede do MPF. De acordo com os presentes, houve manifestação de apoio à categoria, mas a renovação do termo depende da aprovação da maioria dos conselheiros do Conselho.

“O Ministério Público Federal só aguarda que o CREF-Piauí solicite a prorrogação do TAC. É isso que falta para que possamos retornar às nossas atividades”, afirmou o professor Manoel de Castro, integrante da Apef.

O vereador Roncalin Filho (PRD), que também esteve na reunião, destacou que a situação pode trazer reflexos para a saúde pública, considerando que muitas pessoas dependem da orientação profissional nas academias para manter a prática regular de atividades físicas.

Em nota, os educadores ressaltaram que as universidades públicas do estado não oferecem amplamente o curso de bacharelado em Educação Física. Conforme informações disponíveis no site da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), apenas o campus de Teresina disponibiliza essa formação, enquanto Picos e Floriano ofertam somente a licenciatura.

Com a predominância da formação voltada ao magistério, os profissionais relatam prejuízos financeiros e dificuldades para se manter no mercado de trabalho. Eles também alertam que a ausência desses educadores nas academias pode comprometer a qualidade da orientação técnica oferecida à população, impactando diretamente a promoção da saúde física e emocional dos usuários.

 

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