Polícia

Pelo menos três barrenses foram vítimas de esquema de fraude financeira, alvo de operação policial

Prejuízo das vítimas do DF Group em Barras chega a R$ 100 mil. Líderes foram presos

Pelo menos três barrenses, moradores da zona rural, foram vítimas do esquema de fraude financeira da DF Group (ou DF Trader), liderada por Douglas Fonseca Araújo, que vem sendo alvo de operação policial e prendendo os operadores que fizeram vítimas no Piauí e Maranhão.

A reportagem apurou que um homem investiu 30 mil e perdeu tudo. Outra vítima do sexo masculino também perdeu 18 mil, após ser abordado pelos operadores e convencido que receberia 10% de juros ao mês.

Uma mulher barrense também foi vítima. Ela investiu R$ 20 mil. Depois mais R$ 16 mil e depois mais R$ 8 mil. Essa vítima foi aplicando mais dinheiro porque, inicialmente, foi recebendo os juros. A estratégia do grupo é pagar um pouco para obter a confiança da pessoa e induzi-la a investir mais.

Resta saber se as vítimas vão ser ressarcidas do valor investido. Com a prisão deles, é importante que outras vítimas façam Boletim de Ocorrência para tentarem receber os valores investidos.

O trader (negociador ou especulador que compra e vende ativos financeiros) Francisco das Chagas Chaves, conhecido como Chico, se entregou na sede do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) na manhã desta quarta-feira (22), em Teresina.

Ele é apontado como um dos líderes de um esquema de pirâmide financeira que, de acordo com a Polícia Civil, teria movimentado mais de R$ 440 milhões e causado prejuízo a cerca de 300 vítimas nos estados do Piauí e do Maranhão.

Ele pertence à DF Group (ou DF Trader), liderada por Douglas Fonseca Araújo, que foi alvo de uma grande operação policial no Piauí após ser desmascarada . A empresa não tinha autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para operar no mercado financeiro e prometia lucros irreais de até 10% ao mês.

O negócio movimentou cerca de R$ 100 milhões em dois anos e deixou milhares de vítimas no Piauí e Maranhão. Douglas Fonseca e outros envolvidos estão presos

Chico estava foragido e chegou a ser incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol após ter a prisão decretada pelo Poder Judiciário.

De acordo com as investigações, a empresa representada por Francisco das Chagas realizava operações de valores mobiliários na Bolsa de Valores do Brasil utilizando o capital das vítimas e prometia rendimentos de até 10% ao mês sobre o valor investido.

Ainda segundo a Polícia Civil, em 2025 a empresa deixou de pagar os rendimentos prometidos e o representante desapareceu, provocando prejuízos milionários aos investidores.

Responsável pelo inquérito, o delegado Luciano Alcântara, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), informou que as vítimas chegaram a investir até R$ 1 milhão acreditando na promessa de retorno financeiro. Durante a investigação,  a polícia conseguiu verificar transações suspeitas para pessoas físicas e jurídicas. Ao todo, foi feito o bloqueio de mais de R$ 14 milhões.

A investigação estima que o esquema tenha feito aproximadamente 300 vítimas no Piauí e no Maranhão e movimentado mais de R$ 440 milhões em créditos e débitos ao longo de dois anos.

Longah

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