Polícia

Justiça determina soltura dos empresários acusados de matar morador de rua em Teresina

A prisão preventiva revogada com determinação de monitoramento eletrônico dos três empresários.

A Justiça acolheu pedido da defesa e determinou a soltura dos empresários João Batista José de Lima, (Cipriano Distribuidora); Marcos Antônio da C. Paz, (Analu Variedades); e Leocádio Silva Filho, (Casa Zíper), acusados de envolvimento na morte do morador de rua José Carlos da Costa Araújo, conhecido como “Da Mata”.

O crime ocorreu em 20 de novembro de 2025, na Avenida Maranhão, região central de Teresina.

A prisão preventiva revogada no dia 20 de janeiro, com determinação de monitoramento eletrônico dos três empresários, que tiveram denúncia do Ministério Público oferecida em 20 de janeiro pela 14ª Promotoria de Justiça (Núcleo do Júri).

De acordo com o Ministério Público, os empresários: João Batista José de Lima, Marcos Antônio da Cruz Paz e Leocádio da Silva Filho foram denunciados por homicídio qualificado por motivo torpe, por tortura e meio cruel, e por recurso que dificultou a defesa da vítima.

Ao oferecer a denúncia, o representante ministerial apontou haver indícios suficientes de materialidade e autoria delitiva, ao tempo em que requereu o recebimento da denúncia, a citação dos acusados para apresentação de resposta escrita no prazo de 10 dias e, ao final da instrução, a pronúncia dos réus para que sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal Popular do Júri da Comarca.

A denúncia foi recebida em 19 de fevereiro e agora os réus vão responder o rito processual em liberdade.

Entenda o caso

Os três empresários foram presos no dia 15 de dezembro, durante operação realizada por equipes do DHPP. As investigações foram conduzidas pelo delegado Jorge Terceiro e apontaram que os alvos integrariam um grupo responsável pela execução da vítima. Inicialmente, o caso estava sendo apurado pela Delegacia de Investigação de Desaparecimento de Pessoas (DESAP), com apoio de outras unidades do DHPP.

Conforme apurado pela Polícia Civil, José Carlos era conhecido por praticar furtos de aparelhos de ar-condicionado em estabelecimentos comerciais da região central. No dia do crime, ele foi perseguido nas proximidades do Mercado Velho, na Praça da Bandeira.

De acordo com o delegado responsável, três suspeitos teriam localizado a vítima, feito registros fotográficos e repassado as informações a outros integrantes do grupo que estavam nas imediações. Ao ser alcançado durante a travessia da Avenida Maranhão, José Carlos foi agredido com faca, facão e barras de ferro.

O corpo foi encontrado posteriormente às margens do Rio Parnaíba, com múltiplas perfurações provocadas por arma branca e com uma das mãos decepada, evidenciando a extrema violência da ação.

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