”Se o inquérito da PF for diferente da Civil, é porque tem alguma coisa estranha”, diz Robert Rios
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012 12:03 am - 72 acessos
Em entrevista ao programa Jornal do Piauí da TV Cidade Verde, o Secretário de Segurança Pública do Piauí, Robert Rios, falou sobre o caso Fernanda Lages, sobre a atuação de Milícias no Piauí, Prefeitos do interior do Piauí que pagam combustível para carros da Polícia, a lotação dos Presídios e sobre as operações realizadas pela Polícia Civil.
Sobre o caso Fernanda Lages, o Secretário afirmou que não viu o inquérito, mas que se o inquérito da Polícia Federal for diferente da Polícia Civil, ele vai considerar isso estranho e irá investigar para saber onde foi o erro.
“Eu não vi o inquérito, eu não tive muita curiosidade para ver. Eu não posso falar de uma investigação da qual não tenho conhecimento. A Polícia Civil que hoje estou comandando fez a investigação, mas hoje quem está é a Polícia Federal. Sei que eles vão fazer um bom trabalho. O Delegado não está trabalhando na mesma dificuldade que a Polícia Civil trabalhou. Não tem imprensa e nem Ministério Público em cima deles, hoje eles tem todo o prazo do mundo. A Polícia Federal é uma grande polícia, muito forte, e força pequena não vence força grande. Acho que quando a PF concluir o inquérito, que eu sei que vai ser muito bem feito, então eu vou olhar para os dois de uma vez só. Se o inquérito da PF for diferente da Civil, é porque tem alguma coisa estranha e nós vamos apurar que coisa estranha é essa. Eu espero que a Federal conclua os seus trabalhos, que os culpados sejam presos pelo seu crime” afirmou o Secretário.
Milícias no Piauí
Sobre Milícias no Piauí, o Secretário afirmou que já estão sendo investigados os mandantes e formadores das Milícias.
“Nos Cerrados do Piauí, está acontecendo o sequestro de terras; pessoas que vieram de fora e investiram aqui estão sendo vítimas. Pessoas fazem milícias se passando por agricultores e invadem as terras. Para sair, os donos precisam pagar para os invasores. As pessoas que fazem a invasão são do Piauí, mas os “cabeças” não. Nós já iniciamos o processo de investigação para saber quem são essas pessoas”, informou Robert Rios.
Lotação em Presídios
Sobre a lotação dos Presídios, o Secretário afirmou que esse é um dos grandes problemas brasileiros.
“É uma praga do Brasil, é um problema nacional. Não tem um Presídio do Brasil que não esteja lotado. Hoje, os presos estão em Delegacias, o que é errado. É uma coisa que temos que conviver, o Brasil não esperava essa quantidade de preso, estamos chegando há quase 500 mil presos no Brasil. E a cada dia, o crack força o maior número de prisões. Estamos lançando um projeto, junto ao governo federal, para recuperar todos os presos usuários de Drogas; se a pessoa for presa com envolvimento de drogas, nós vamos recuperar para, no mínimo, quando voltar para a sociedade, essa pessoa não esteja mais contaminada com a Droga. Só prender não resolve, porque é um viciado”, disse o Secretário de Segurança Pública do Piauí.
Operações no Piauí
O Secretário falou sobre a operação “Segor” na cidade de Picos.
“Aconteceram vários homicídios na cidade de Picos, fizemos uma grande operação que teve sucesso, já que teve apoio da justiça do Piauí. Nós desmantelamos uma rede de operação de drogas. Não resolveu definitivamente o problema, mas vamos continuar com as operações. O problema em Parnaíba também é muito grave, assim como em Floriano, Oeiras e em Paulistana.
Prefeitos pagando combustível para delegados
O Secretário afirmou que condena e não aceita que Prefeitos de municípios do Piauí paguem o combustível para Delegacias do interior.
“Eu dou orientação para não dar combustível para Delegado. Primeiro, vamos ver que problema é esse. Se ele não dá combustível para Professor, não deve dar para Policial. Isso é um vício. Será que é para ficar bem com o policial, ficar amigo?. Quem manda na polícia no interior é o Ministério Público, que precisa vigiar esse tipo de ação”, disse o Secretário Robert Rios.
Fonte: GP1
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Redação

















Maxwel Leite
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